Breaking Bad: como é bom assistir uma longa estória e não se decepcionar no fim

Eu, enfim, consegui terminar de assistir Breaking Bad. E eu posso dizer, com absoluta tranquilidade, que foi uma das melhores coisas que eu já assisti na vida. Sem exagero.

walter-white-jesse-pinkman

Demorei prá terminar com a série por dois motivos: quando os últimos episódios foram ao ar, ainda não tinha no Netflix (sim, aquilo vicia). E eu confesso que estava com medo de assistir o fim da série.

Esse medo é mais justificado pela empatia que a gente normalmente cria com esse ou aquele personagem. Nesse caso, a dupla Walter White e Jesse Pinkman (os atores Bryan Cranston e Aaron Paul, respectivamente) não só levaram a série no peito, como também souberam dividir a cena com excelentes atores coadjuvantes, que de coadjuvantes, só tinham o posto.

Aliás, Breaking Bad foi uma série feita “com carinho”, desde a produção, fotografia, roteiro e com um (de novo, sem exagero) ESPETÁCULO de vários atores. Sabe quando o ator ou a atriz conseguem te passar o sentimento exato da cena? Não é você perceber que a atuação está boa, o ator ou atriz parecem estar realmente sentindo aquilo que a cena mostra. É VOCÊ sentir constrangimento, medo, vergonha etc, em cenas que mostram estas situações. VOCÊ é transportado prá cena, no lugar daquele personagem.

E isso Breaking Bad fez muito bem!

Desnecessário ficar me alongando em adjetivos positivos, pois muita gente falou bem da série por toda a internet. É série obrigatória de qualquer pessoa que gosta de uma estória bem contada. Confesso que dei aquela “suada nozóio” no fim, mas nem era de tristeza pelo fim, ou pelo destino de alguns personagens, mas pelo fato de ter assistido algo realmente muito bom.

E sabe o que é mais legal de tudo? A série acabou e eu vi pouquíssimas pessoas de mimimi porque acabou, tinha que ter mais blábláblá.

Breaking Bad foi redonda. Certeira na duração. Contou a estória que tinha que contar e tchau.

Até nisso foi perfeita!

bicht

Aceita que dói menos, ou: “É o regulamento, estúpido!”

Ah, o Brasil e a sua eterna hipocrisia seletiva! Não sei se rio ou se choro (de pena). Mas vamos aos fatos:

Um clube, o Fluminense, escala e usa durante a partida um atleta irregular na última rodada do campeonato brasileiro. O atleta em questão não poderia jogar porque foi suspenso por mais de um jogo, além da suspensão automática que acontece, independente de julgamento, quando ele foi expulso em uma partida anterior. O advogado do Fluminense, sabe-se lá o porquê, errou na hora de comunicar ao clube (ou nem comunicou) a decisão do Tribunal, permitindo a escalação do atleta.

A irregularidade agora vai à julgamento e o Fluminense pode perder 4 pontos e ser rebaixado por causa disso.

Meus amigos e minhas amigas que não torcem para o Fluminense, por favor me respondam: O QUE VOCÊS ESTARIAM GRITANDO NESTE MOMENTO???

Pois é… dura lex, sed lex, não é mesmo galera? Ou não???

Mas que ideia de MERDA hein amigo(a)?

Já tem um tempo (do verbo “não é de hoje”) que pululam em minha timeline do Facebook a fina flor do chorume tupiniquim. São imagens, a maioria de cunho político-social, mostrando que definitivamente o ser humano ainda precisa passar por um longo processo evolutivo até entender coisas básicas como “direitos humanos”, por exemplo.

Mas eu gostaria de comentar uma imagem em especial que mais uma vez apareceu na minha TL…

ideia-de-merda

Vamos lá… a pessoa que inventou essa falácia provavelmente é branca (ou tem tendências físicas caucasianas, mesmo que seus genes não digam isso), de classe média ou alta, de “direita” e claramente tem problemas em aceitar um governo que tenta, do jeito que dá, aplicar um pouco de inclusão social nos menos favorecidos.

Não vamos discutir aqui a Política de Cotas, porque eu tenho sim minhas restrições sérias a esta política, como ela serve de paliativo mas não é, infelizmente, a solução definitiva, mas minhas críticas passam longe do que está vomitado nesta imagem. O que eu quero saber é o seguinte: como é que nós vamos falar que todos temos direitos iguais se uma boa parte da nossa população nunca foi tratada em pé de igualdade???

Sério! Vocês acham que não existe racismo no Brasil e o preconceito (fazendo aquela divisão óbvia: PRÉ – CONCEITO) sobre os negros não afetam certas escolhas, principalmente profissionais?

Você acredita piamente que “índio é tudo preguiçoso” e que aquela terra onde seus ancestrais viveram por séculos (e tomadas via grilagem) realmente deve servir prá plantar soja, criar gado e foda-se se o índio não tem onde tirar seu sustento?

Eu não acredito que em pleno século XXI ainda tem gente que ache errado uma pessoa amar outra do mesmo sexo só porque algum idiota com um “livro sagrado” na mão (ou um tiozão de churrasco metido a macho, tipo Bolsonaro “e as namorada? tem que comer todas hein!”) te disse que isso é errado.

O pensamento da pessoa que fez a imagem é tão covarde que não colocou uma pessoa negra, justamente prá não ser tachada de racista!

E o pior: culpa o governo por uma coisa que já deveria ter sido feita desde sempre, por governos passados! E aí, quem sabe, nós não teríamos esse hediondo abismo social que teima em existir. E não me venha falar em “meritocracia” ou “corrupção”. O foco do pensamento não é esse.

Por favor, amigos(as), se vocês tem qualquer um dos pensamentos criticados acima (ou se você achou que a imagem tá certa), pensa direito antes de sair falando besteira por aí. De certo você vai encontrar muita gente com um discurso parecido com o seu, mas bota a mão na porra da consciência e vê se é certo pensar desta forma…

Te contar, viu? Aparece cada uma…

Futebol vale isso tudo. Mas não vale. Entendeu?

Prometi a mim mesmo que não ia comentar o assunto mas não tem jeito, tamanho o absurdo da coisa: a diretoria do Flamengo tá cobrando 250 reais no ingresso mais barato prá final da Copa do Brasil.

Prá você que, assim como eu, não é flamenguista, f***-se, né? Tá nem aí pro fato do clube cobrar um valor absurdo, o torcedor que se vire prá encher o estádio. Mas aí é que tá, eu passei por raiva semelhante na final da Libertadores em 2008. O Flu chegou na final e a diretoria tascou a mão no preço dos ingressos. E no caso do Flu foi pior, porque os ingressos simplesmente EVAPORARAM.

Tumulto desgraçado prá galera descobrir que os ingressos acabaram com 5 MINUTOS de venda. Nem o Flash sacanearia a torcida tão rápido...
Tumulto desgraçado prá galera descobrir que os ingressos acabaram com 5 MINUTOS de venda. Nem o Flash sacanearia a torcida tão rápido…

Daí o preço, que já tava alto, na mão dos cambistas virou um estupro (sim, os cambistas tinham ingressos, não pergunte como). Resultado: não assisti à final no estádio e fiquei muito puto com tudo aquilo que antecedeu o jogo.

Não que eu me considere mais tricolor do que qualquer outro tricolor, mas eu vivi (e acompanhei nos estádios) a pior fase da História do Fluminense. E na minha cabeça, assistir àquela final era meu prêmio pessoal, uma espécie de “agrado” que o time que eu torço estava me retribuindo pelo apoio que eu dei a ele nos anos difíceis.

Amigos, na minha cabeça a tal da “magia do futebol” morreu naquela venda de ingressos, quando eu vi tricolores que nem eu apanhando da polícia porque, porra, eles só queriam assistir o clube do coração jogar a final mais importante de sua História!

E sim, assisti à final puto. Não consegui ficar triste com a perda do título (é sério!) pois estava muito mais puto com aquela diretoria de merda. Se tem algum lado bom nisso, é que a tristeza pela derrota doeu menos.

Mas divago… vamos voltar ao Flamengo.

O Maracanã tá lindo, mas ainda estamos discutindo apenas um jogo de futebol...
O Maracanã tá lindo, mas ainda estamos discutindo apenas um jogo de futebol…

A pergunta que eu faço é: um jogo de futebol vale 250 dilmas (lembrando que é o ingresso mais barato)??? Aos que dizem que “é o mercado, lei de oferta e procura, por isso está este preço” digo que se a lógica é o mercado, eu vou raciocinar como consumidor, ok?

Eu pago RINDO 250 reais prá ver uma banda de rock que eu gosto. Repito: PAGO RINDO. Por que? Porque eu sei que eu vou me divertir no show. A não ser que aconteça algo ruim comigo ou com quem esteja comigo no show, a diversão é garantida. Pagaria de boas o mesmo valor em qualquer outro evento que eu tenha certeza quase absoluta que eu vou me divertir.

Mas e o futebol? Quem te garante que aquele sujeito que corre com um apito na boca não vai errar e destruir o teu humor porque o erro prejudicou teu time? Quem te garante a não existência de um Baldassi numa final importante (e que vale lá seus 250 reais)??? E mesmo que este cara não cometa erros, quem te garante que daqueles 11 que envergam a camisa que você acha a coisa mais sagrada na vida, não vai ter pelo menos um a cometer um erro que seja e que vai acabar com a alegria da galera?

Essa é a minha lógica. Pois é só futebol. Vale a nossa vida, mas não vale 250 reais…

Racismo babaca esconde pau pequeno

Olha só que palhaçada minha amiga Adhara compartilhou no Facebook (criticando, lógico, pois ela é uma pessoa fina e não é dada a essas babaquices):

Torcedores do Shakhtar desafiam a UEFA vestidos de Ku Klux Klan

Sente o naipe Mississipi 1960...
Sente o naipe Mississipi 1960…

Desnecessário dizer que isso acontece por duas coisas:

1 – falta de uma Educação humanista;

2 – falta de porrada.

Vou reproduzir aqui o comentário que eu fiz lá no FB:

“Infelizmente o leste europeu tá virando uma fábrica de chorume racista… logo eles, que sempre tiveram problemas com conflitos étnicos (xenofobia), deveriam ter um pingo de tolerância e bom senso. Dizem que o problema é também econômico, os imigrantes estão tirando postos de trabalho deles, mas nestes países não vivem muitos negros, ou seja: é racismo puro e simples.

É triste. Mas não me venha falar que eles são “evoluídos”. Eles SE VENDEM como evoluídos (e uma penca de brasileiros acredita nisso só porque eles estão “na Europa”), mas não há nada mais retrógrado do que um sistema de leis que não pune efetivamente casos de racismo.”

E como eu comentei, repito: não venham me falar que “eles” são evoluídos e a gente não é. O Brasil ainda é sim um país que guarda seu racismo no bolso, mas aqui existe uma lei efetiva, destinada a coibir casos assim.

Mas o jeito, nesses casos, é fazer que nem o marfinense Yaya Touré, que ameaçou liderar um boicote contra a Copa na Rússia em 2018 (a terra do judoca Vladimir Putin é outro país que tá mostrando uma veia intolerante bem babaca). Já que ninguém toma vergonha na cara e cria uma lei que faça doer nos racistas, o bolso da dona FIFA que se f***!

Eu serei o primeiro a aplaudir se seleções inteiras e craques de outros países não embarcarem prá 2018. Eu inclusive já começava a boicotar 2014, mesmo o Brasil sendo um país “tolerante” (perto de casos como este, o Brasil é sim um paraíso, concordam?)…